Agência Direito Fácil

Montando um plano estratégico para o marketing jurídico

Montando-um-plano-estrategico-para-o-marketing-juridico

Normalmente o escritório de advocacia dedica quase que integralmente o seu tempo voltado para os processos judiciais, deixando pouco tempo para o marketing jurídico. Contudo, é importante que os profissionais tenham essa preocupação, uma vez que o marketing é quem vai propiciar a conquista de novos clientes, aumentando a visibilidade do escritório e apresentando sua competência.

Na hora de pensar no marketing jurídico é importante fazer um planejamento, para que essa atividade possa ser realizada sem atrapalhar o andamento de qualquer atividade do escritório.

O primeiro passo para o planejamento do marketing jurídico é estabelecer os objetivos do escritório, traçando um plano de estratégias que deve ser executado ao longo do tempo, considerando o médio e o longo prazo.

Na maior parte das vezes, pela falta de conhecimento de marketing e por imaginar que um planejamento estratégico possa tomar muito tempo, os responsáveis pelo escritório acabam adiando um projeto de divulgação, protelando também os resultados positivos que podem advir de um plano de marketing jurídico.

Para facilitar a implantação de um marketing jurídico, apresentamos a seguir algumas dicas importantes:

1.   Primeiro passo: definir o público-alvo

Cada vez mais voltado para resultados, o marketing utiliza estratégias para atingir potenciais clientes, que tenham necessidade dos serviços oferecidos. Por isso, é importante definir um público-alvo e descobrir onde ele pode ser encontrado.

Assim, por exemplo, se o escritório é especializado em Direito Tributário, o foco do marketing deve ser voltado para entidades e instituições ligadas às empresas, uma vez que as empresas que precisam de especialistas em tributação concentram-se em entidades voltadas para suas necessidades.

Além das entidades, a internet pode oferecer alguns canais, como, por exemplo, o LinkedIn, onde existem profissionais de todas as áreas, mas com nichos específicos onde estratégias de marketing jurídico podem ser aplicadas.

Definindo os canais em que serão aplicadas as estratégias de marketing jurídico é necessário encontrar o melhor formato de conteúdo, que possa despertar o interesse das empresas, no caso o público-alvo, apresentando os diversos serviços que podem ser oferecidos.

2.   Segundo passo: estratégias adicionais de marketing

O marketing jurídico não deve ficar limitado às mídias digitais ou a espaços fechados. É necessário que as estratégias também sejam voltadas para o mundo físico, incluindo participação em palestras, em eventos que congreguem profissionais das empresas que representam o público alvo e em congressos jurídicos, que sempre chamam a atenção de pessoas ligadas ao seu público-alvo pretendido.

3.   Terceiro passo: criar metas

Depois de ter as ações definidas para o marketing jurídico, é necessário estabelecer as metas que o escritório pretende alcançar em médio e longo prazo.

As metas de médio prazo devem ser voltadas para aumentar o número de acessos no site e no blog do escritório, cadastrar usuários que possam se tornar potenciais clientes e manter a autoridade dos responsáveis pela produção de conteúdo. Nesse caso, também é importante destacar que essas metas devem ser traçadas considerando um prazo mínimo de 12 meses, uma vez que toda e qualquer estratégia de marketing só vai trazer resultados depois de determinado tempo.

4.   Quarto passo: avaliar os resultados

As estratégias de marketing jurídico, da mesma forma que em outras atividades, devem ser avaliadas constantemente. Mesmo que o escritório tenha suporte de uma agência de marketing, é necessário fazer o acompanhamento, verificando o número de acessos, a repercussão das estratégias e a necessidade ou não de mudança de rumo ao longo de cada etapa.

As revisões feitas ao longo de cada etapa irão permitir melhorar tudo o que foi aplicado, gerando um ciclo virtuoso, possibilitando que o escritório seja reconhecido e que possa ter novos clientes, tornando-se uma referência no meio jurídico.